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O primeiro texto do Sol do Bico traz uma reflexão sobre campanhas políticas na região. Faltando menos de um mês para o pleito que decidirá os novos prefeitos e vereadores, tem muita gente de várias bandeiras partidárias que estão colocando os bofes para fora, pois a eleição é um momento decisivo para inúmeras famílias no Bico.
Decisivo nem
tanto pela natureza própria do processo politico, mas do processo de “politicagem” ou alienação, pois decide a vida breve, o amanhã, o prato, o emprego.
Este termo que virou tão popular no país quanto o outro termo da mesma família etnológica,
a “corrupção”. Vemos nas ruas, nas conversas das calçadas a entrega direta ou
indireta dos populares nas campanhas, a abnegação aos seus candidatos, estes últimos
na campanha corpo a corpo, lançam suas correntes, ou pelas propriedades geoeconômicas
e culturais, o laço.
Na forma de
fazer campanha vemos um Brasil de décadas passadas, que por aqui permanece vivo
nas molduras do coronelismo ou do populismo sem nexo, sem racionalidade, na
força, no braço, na unha e dentes tanto de elegíveis, quanto de eleitores. Vemos,
sobretudo, um desrespeito cego, um correr no escuro rumo a um lugar que nos
cartazes, letras e slogans de campanha é o lugar da fantasia, lugar algum, uma
crença vazia dos que são objetos e não sujeitos do processo verdadeiramente
politico.
Observamos o
vai e vem de motos e carros marcados, a alegria que pode bem ser a tristeza no
futuro próximo, os discursos que pecam não somente no bom português, mas no bom
senso, escutamos contos de compra de voto, causos do cotidiano como: Grupos trocam
bombas (fogos), disparos de artificio nas casas de eleitores ou candidatos
rivais, carros de som que desconhecem os limites em relação às passagens
próximas a escolas e postos de saúde, trocas de ofensas, de falsas verdades ou
de reais mentiras, frutos que não contem todo o suco da verdade, pois muitas
dessas histórias são invenções que partem da real “deseducação” de alguns
participantes, arquitetos deste retro processo.
Aos que
conseguem ver algo em meio a essa nevoa toda, é preocupante, avistam-se boas
ideias, bons candidatos, não muitos, mas ainda bons em meio a enxurrada
daqueles que poderiam ser totalmente dispensáveis. Aos bons leitores do bico,
fica a reflexão, que esta seja ampliada e acessada pelas novas gerações, que os
bons olhos e ouvidos consigam convencer mais cabeças a pensar melhor, a mãos e
dedos, a votarem melhor.

Muito bom o texto, Gomez!
ResponderExcluirTraficando informação. É assim que se faz.
ResponderExcluirEssa é a orrivel realidade, que muitos torcem para nunca ser mudada!
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