SOL DO BICO

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Raios da Liberdade de Expressão

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Campanhas "Despolíticas"

DA WEB - GOOGLE IMAGES


Do Sol do Bico

O primeiro texto do Sol do Bico traz uma reflexão sobre campanhas políticas na região. Faltando menos de um mês para o pleito que decidirá os novos prefeitos e vereadores, tem muita gente de várias bandeiras partidárias que estão colocando os bofes para fora, pois a eleição é um momento decisivo para inúmeras famílias no Bico.


Decisivo nem tanto pela natureza própria do processo politico, mas do processo de “politicagem” ou alienação, pois decide a vida breve, o amanhã, o prato, o emprego. Este termo que virou tão popular no país quanto o outro termo da mesma família etnológica, a “corrupção”. Vemos nas ruas, nas conversas das calçadas a entrega direta ou indireta dos populares nas campanhas, a abnegação aos seus candidatos, estes últimos na campanha corpo a corpo, lançam suas correntes, ou pelas propriedades geoeconômicas e culturais, o laço.

Na forma de fazer campanha vemos um Brasil de décadas passadas, que por aqui permanece vivo nas molduras do coronelismo ou do populismo sem nexo, sem racionalidade, na força, no braço, na unha e dentes tanto de elegíveis, quanto de eleitores. Vemos, sobretudo, um desrespeito cego, um correr no escuro rumo a um lugar que nos cartazes, letras e slogans de campanha é o lugar da fantasia, lugar algum, uma crença vazia dos que são objetos e não sujeitos do processo verdadeiramente politico.

Observamos o vai e vem de motos e carros marcados, a alegria que pode bem ser a tristeza no futuro próximo, os discursos que pecam não somente no bom português, mas no bom senso, escutamos contos de compra de voto, causos do cotidiano como: Grupos trocam bombas (fogos), disparos de artificio nas casas de eleitores ou candidatos rivais, carros de som que desconhecem os limites em relação às passagens próximas a escolas e postos de saúde, trocas de ofensas, de falsas verdades ou de reais mentiras, frutos que não contem todo o suco da verdade, pois muitas dessas histórias são invenções que partem da real “deseducação” de alguns participantes, arquitetos deste retro processo.

Aos que conseguem ver algo em meio a essa nevoa toda, é preocupante, avistam-se boas ideias, bons candidatos, não muitos, mas ainda bons em meio a enxurrada daqueles que poderiam ser totalmente dispensáveis. Aos bons leitores do bico, fica a reflexão, que esta seja ampliada e acessada pelas novas gerações, que os bons olhos e ouvidos consigam convencer mais cabeças a pensar melhor, a mãos e dedos, a votarem melhor. 







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